sábado, 4 de julho de 2009

"As coisas que amamos as pessoas que amamos são eternas até certo ponto.Duram o infinito variável no limite de nosso poder de respirar a eternidade. Pensá-las é pensar que não acabam nunca,dar-lhes moldura de granito.De outra maneira se tornam absoluta numa outra (maior) realidade.Começam a esmaecer quando nos cansamos, e todos nos cansamos, por um outro itinerário,de aspirar a resina do eterno.*Já não pretendemos que sejam imperecíveis. Restituímos cada ser e coisa à condição precária, rebaixamos o amor ao estado de utilidade. Do sonho eterno fica esse gozo acrena boca ou na mente, sei lá, talvez no ar".

(Carlos Drummond de Andrade)
Eu, sou só
E sou eu mesmo.
O que pensam e dizem os outros
A mim não importa, tenho a minha lei
Que outros a multidão covardemente sigam
Pelo lado oposto, altivo, sozinho seguirei.
Que sem brio ou vergonha, outros tudo consigam
E zombem de mim porque nada alcancei
Pois quanto mais com ódio o meu nome persigam
Mais orgulhoso em trazê-lo, serei.
Das pedradas, não fujo
Às críticas aceito
Porém, minha espinha não curvo
Em favor de nenhum proveito.
Sigo tranqüilo e sereno, minha incessante busca pela paz
Fiel a mim mesmo minha fé nunca traio
Mas, se um dia fatal eu for ferido por um raio
E tombar minha bandeira,
Tombarei junto com ela !

(Adelaide (Yde) Schloenbach Blumenschein)