"As coisas que amamos as pessoas que amamos são eternas até certo ponto.Duram o infinito variável no limite de nosso poder de respirar a eternidade. Pensá-las é pensar que não acabam nunca,dar-lhes moldura de granito.De outra maneira se tornam absoluta numa outra (maior) realidade.Começam a esmaecer quando nos cansamos, e todos nos cansamos, por um outro itinerário,de aspirar a resina do eterno.*Já não pretendemos que sejam imperecíveis. Restituímos cada ser e coisa à condição precária, rebaixamos o amor ao estado de utilidade. Do sonho eterno fica esse gozo acrena boca ou na mente, sei lá, talvez no ar".
(Carlos Drummond de Andrade)
Mário Lima
Sei lá! Sei lá! Eu sei lá bem Quem sou? um fogo-fátuo, uma miragem... Sou um reflexo...um canto de paisagem Ou apenas cenário! Um vaivém Como a sorte: hoje aqui, depois além! Sei lá quem sou? Sei lá! Sou a roupagem De um doido que partiu numa romagem E nunca mais voltou! Eu sei lá quem!... Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados, Num mundo de maldades e pecados, Sou mais um mau, sou mais um pecador... Florbela Espanca
sábado, 4 de julho de 2009
Eu, sou só
E sou eu mesmo.
O que pensam e dizem os outros
A mim não importa, tenho a minha lei
Que outros a multidão covardemente sigam
Pelo lado oposto, altivo, sozinho seguirei.
Que sem brio ou vergonha, outros tudo consigam
E zombem de mim porque nada alcancei
Pois quanto mais com ódio o meu nome persigam
Mais orgulhoso em trazê-lo, serei.
Das pedradas, não fujo
Às críticas aceito
Porém, minha espinha não curvo
Em favor de nenhum proveito.
Sigo tranqüilo e sereno, minha incessante busca pela paz
Fiel a mim mesmo minha fé nunca traio
Mas, se um dia fatal eu for ferido por um raio
E tombar minha bandeira,
Tombarei junto com ela !
E sou eu mesmo.
O que pensam e dizem os outros
A mim não importa, tenho a minha lei
Que outros a multidão covardemente sigam
Pelo lado oposto, altivo, sozinho seguirei.
Que sem brio ou vergonha, outros tudo consigam
E zombem de mim porque nada alcancei
Pois quanto mais com ódio o meu nome persigam
Mais orgulhoso em trazê-lo, serei.
Das pedradas, não fujo
Às críticas aceito
Porém, minha espinha não curvo
Em favor de nenhum proveito.
Sigo tranqüilo e sereno, minha incessante busca pela paz
Fiel a mim mesmo minha fé nunca traio
Mas, se um dia fatal eu for ferido por um raio
E tombar minha bandeira,
Tombarei junto com ela !
(Adelaide (Yde) Schloenbach Blumenschein)
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